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Pare de Observar a Vida dos Outros: Como um Mentor (ou Uma Boa Inspiração) Pode Mudar a Sua


Ter um mentor — de vida ou de carreira — é uma das decisões mais transformadoras que alguém pode tomar. Um bom mentor abre portas internas: ele não entrega atalhos mágicos, mas ilumina caminhos, encurta curvas, ajuda você a enxergar pontos cegos e oferece uma perspectiva que só quem já caminhou antes pode ter. Porém, muita gente desiste da ideia simplesmente porque acredita que “não tem dinheiro” para pagar por mentoria. A boa notícia: você não precisa esperar ter recursos para começar a ser guiado.

Se você não pode investir em um mentor formal, escolha alguém para se inspirar. Mas atenção: inspiração não é idolatria, muito menos inveja. Inveja bloqueia, inspira frustração e te coloca numa posição de inferioridade. Inspiração, por outro lado, movimenta. Ela faz você se perguntar: “O que essa pessoa fez para chegar onde está? Quais hábitos posso adaptar para a minha realidade? Que decisões ela tomou que eu também posso tomar?” A diferença entre invejar e aprender está na intenção. Inveja olha para o outro e se lamenta. Inspiração olha para o outro e age.

O problema é que muita gente passa horas nas redes sociais acompanhando a rotina de pessoas ricas, influentes, com vidas que parecem perfeitas. Stories, vídeos, fotos, viagens, carros, restaurantes — tudo isso cria a sensação de que o sucesso é um espetáculo diário. Só que observar não transforma. Admirar não constrói. Passar tempo demais consumindo a vida de quem está em outro patamar só alimenta a fantasia e rouba uma coisa que jamais volta: tempo.

A verdade é dura, mas libertadora: enquanto você está preso na vida dos outros, a sua vida está parada.

Se você quer crescer, use esse tempo de outra forma. Em vez de observar mansões alheias, abra um livro que te ensine algo. Em vez de acompanhar viagens de quem você nem conhece, estude um assunto que pode te abrir portas. Em vez de dar audiência para pessoas que não fazem diferença na sua trajetória, comece a construir a sua.

Leia, estude, escolha referências sólidas. Não aquelas que exibem conquistas, mas aquelas que mostram processos. Gente que fala de disciplina, rotina, erros, aprendizados, estratégias. Modelos reais são aqueles que podem ser estudados e replicados — e não apenas admirados.

E depois de escolher suas referências, crie um plano concreto. Crescimento não acontece por acidente. Liste habilidades que você precisa desenvolver. Identifique áreas onde você ainda está fraco. Defina metas semanais e mensais. Acompanhe sua evolução. Tire um tempo todos os dias, mesmo que 20 minutos, para trabalhar no seu futuro. Essa constância, acumulada ao longo de meses, cria oportunidades que hoje você nem consegue imaginar.

Ter um mentor é valioso, mas ter direção é indispensável. Se você ainda não pode ter alguém guiando seus passos, seja o aprendiz mais dedicado possível. Inspire-se sem invejar. Observe sem se comparar. E, principalmente, transforme tempo livre em progresso real. Quem cresce é quem age. Quem muda de vida é quem se compromete com ela.

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