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Comunicar bem é mais do que falar

Comunicar não é só falar; é ouvir, interpretar e transformar o que se aprende em algo que faça sentido para quem recebe a mensagem. É dar vida aos fatos e construir uma história que envolva, emocione e faça pensar. Em outras palavras, boa comunicação é antes de tudo um ato de humanidade.

Ouvir de verdade significa prestar atenção não apenas às palavras, mas também ao contexto e às emoções por trás delas. É perceber nuances, entender pontos de vista diferentes e captar histórias que muitas vezes ficam invisíveis à primeira vista. Esse cuidado permite transformar informações em narrativas que realmente conectam pessoas e experiências.

Interpretar é o próximo passo. Não basta apenas receber dados ou fatos; é preciso refletir sobre o que eles significam e como podem ser transmitidos de forma clara e relevante. A boa comunicação transforma o complexo em compreensível, aproxima ideias e gera impacto. Cada narrativa construída com atenção ao outro tem o poder de engajar e inspirar.

O Novo Jornalismo é um ótimo exemplo de como isso funciona na prática. Movimentos liderados por jornalistas como Gay Talese e Tom Wolfe mostraram que relatar fatos com atenção à experiência humana e à narrativa literária cria histórias mais vivas, interessantes e memoráveis. Não é apenas jornalismo: é um princípio que se aplica a qualquer comunicação.

No fim das contas, comunicar bem é um processo que exige mais do que técnicas ou palavras bonitas. É ouvir, interpretar e transformar — e, acima de tudo, é um exercício de empatia e humanidade. Quanto mais atentos estivermos a quem fala e a quem ouve, mais nossas mensagens vão realmente importar.


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